quarta-feira, 26 de maio de 2010

Histórias de Estudantes

Allan Cancian e Polânia Soares
Revisão Victória Varejão
          A Universidade Federal do Espírito Santo é uma instituição acadêmica com forte poder de formação de profissionais de sucesso. Também é indiscutível que todos estes tiveram que tomar uma difícil decisão para que houvesse o reconhecimento: qual graduação escolher. A partir de histórias bem-sucedidas, é possível evidenciar a importância do papel de tal Universidade na vida dos que por ela passaram.
          A publicitária Elisa Quadros, ex-aluna da UFES, hoje sócia da agência Fire, contou que começou a fazer planos ainda quando pequena. Foi no primário que começou a sonhar com a profissão à qual iria dedicar parte da vida. No entanto, foi aos 14 anos que não houve dúvidas sobre o que iria fazer profissionalmente. “Na 8ª série, já tinha certeza de que prestaria vestibular para Comunicação e, por falta de opção de outras boas faculdades e vergonha na cara de sobra para saber que só poderia passar numa federal, só me restou a UFES”. Ao ser admitida na faculdade com excelente pontuação, a mãe de Elisa propôs que ela fizesse Direito. Contudo, por amor à profissão que havia escolhido, a jovem decidiu continuar com a decisão tomada ainda no início de seus estudos.
          Para a jornalista Tati Wuo, formada pela mesma instituição, pós-graduada em Linguagens Audiovisuais e Multimídia, e atual apresentadora do programa “Em Movimento” da Tv Gazeta, a vida de estudante foi muito prazerosa. “Acho que aproveitei bastante e aprendi algo essencial para o jornalista e para qualquer pessoa: correr atrás do que se quer”.
          “Às vezes o principal vem de onde você menos espera”, assim Gabriel Menotti, jornalista, define o período em que passou na UFES. Ele ingressou na universidade aos 16 anos e atualmente faz doutorado em Mídia pelo Goldsmiths College (Universidade de Londres). Menotti atua como produtor e curador. Já organizou festivais de cinema remix, oficinas de roteiro pornô, entre outras. O profissional foi premiado no 6º Concurso Capixaba de Roteiros. Além disso, participou de exposições e conferências em diversos países como Brasil, Noruega, Canadá, Reino Unido, Croácia, Alemanha, França, Eslovênia, Suécia e Espanha.
          Em relação aos professores que mais marcaram a vida acadêmica de nível superior de nossos entrevistados, nomes como Antônio David Protti, Cleber Carminatti e Ismael Thompson foram citados com muito carinho. Funcionárias do departamento como “tia” Hélia também foram lembradas. “Ela não é professora, mas também é inesquecível”, contou Menotti.
          Após a conclusão do curso, uma das etapas mais impactantes na vida de qualquer formando é ter de se deparar com o mundo lá fora. Para Tati Wuo, o mais difícil foi entrar no mercado de trabalho, assim como é para a maioria dos estudantes. ”(O jornalismo) É um campo que está bem saturado - cada vez mais - e é preciso um diferencial para se destacar e conseguir espaço. Ainda estou procurando o meu”, disse ela.
          Durante todo o período de faculdade, muitas ideias em relação à profissão podem sofrer alterações. “Recomendo a todo mundo experimentar tudo o que puder nos anos de graduação. Inevitavelmente isso vai direcionar sua vida”, aconselha Gabriel Menotti. “Ajudei a organizar eventos, participei do Centro Acadêmico (CA), comi no Restaurante Universitário (RU), fiz monitoria, matei aula e essas coisas todas”, completa o jornalista.
          Outro fator muito relevante é a necessidade de se estudar no exterior. “As referências estão muito mais à mão por aqui, então você pode se concentrar menos em procurar um livro do que efetivamente lê-lo. Além disso, o simples deslocamento causa mudanças na sua perspectiva sobre as coisas e aguça a sua compreensão do mundo”, diz Gabriel.
          Tati Wuo enfatiza que o mercado precisa de pessoas com um destaque favorável, a fim de favorecer a pessoa nesse ramo. “Entrem de cabeça e dediquem-se completamente. A razão deve estar na paixão pelo que se faz”, aconselha ela.
          Já a publicitária Elisa Quadros é favorável à adaptação do profissional ao mercado de trabalho. “Não criem muitas expectativas. Entendam o que está mudando na forma de se comunicar. Questionem e aprendam rápido a trabalhar com as novas mídias. O mercado está esperando por vocês”, afirma ela, direcionando os estudantes. “Ah, sejam legais com seus professores e lembrem-se: façam network desde já”, complementa, em tom descontraído, a orientação.


(Elisa Quadros)

(Tati Wuo / Foto de Lucas Aboudib)

(Caricatura de Gabriel Menotti)

*Todas as Fotos observadas, foram enviadas pelos entrevistados


1 comentários:

garoto cientista disse...

Parabéns ao Allan pelo texto, não sou jornalista, mas gostei muito, ficou muito bom, muito interessante também o foco da reportagem, visto que conselhos e dicas servem para todos, mas, há uma frase que considero um tanto perigosa,quando um dos entrevistados diz "Recomendo a todo mundo experimentar tudo o que puder nos anos de graduação", visto que a própria Ufes ja tem um histórico bem marcado com drogas de variados tipos. Em outro trecho, outro entrevistado diz, “Não criem muitas expectativas", também não concordo, o mercado, por mais saturado que esteja, sempre haverá vaga, e bem remunerada, para o bom profissional, afinal, se há muitos jornalistas, ja pensaram na quantidade de advogados? Um universitário tem sim que ser ousado em seus sonhos, mas não apenas nos sonhos, nos estudos, trabalhos, monitorias, isso o tornará um destaque. Beijos, parabéns pela matéria.

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